Historial

 

 

Fundação: 10 de Junho de 1982

Fundadores: José Maria de Almeida e D. Glória

Direcção Técnica: Paula Silva (ensaiadora) e Antónia Martinho.

Região Etnográfica: Setúbal (Almada e Seixal)

Representações Nacionais: de Norte a Sul do País

Representações Internacionais: França

Filiado no INATEL, como CCD, desde 1999

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

História da Vila de Corroios

Os vestígios mais antigos da presença humana em Corroios, datam da época romana e situam-se na quinta do Rouxinol. Em 1385, D. João I doou ao Condestável Nuno Alvares Pereira terras do termo de Almada, incluindo algumas na Freguesia de Corroios, onde criou uma quinta. Em 1403, D. Nuno mandou edificar o primeiro moinho de maré do concelho do Seixal.

Na época da Expansão, esta era uma importante zona de abastecimento de diversos produtos a Lisboa. A paróquia de Corroios foi fundada em 1369, fazendo nesse tempo parte integrante do termo de Almada, o qual englobava basicamente os actuais territórios dos concelhos de Almada e Seixal.

Com a criação do Concelho do Seixal, a 6 de Novembro de 1836, a paróquia de Corroios foi extinta ficando, a partir dessa data, integrada na Freguesia de Amora. Finalmente, a 7 de Abril de 1976, e após um longo período de quase século e meio, foi restaurada a Freguesia de Corroios.

Em 20 de Maio de 1993, prolongando-se já a malha urbana continuamente desde Miratejo até Vale de Milhaços, Corroios foi elevada à categoria de Vila.

Corroios tem também um importante património natural, do qual merece destaque o Sapal de Corroios, integrado na REN-Reserva Ecológica Nacional.

O património histórico é igualmente valioso e diversificado: a Igreja Paroquial de Nª Senhora da Graça; a Quinta do Castelo; a Sociedade Africana de Pólvora em Vale de Milhaços; o Moinho de Maré de Corroios; a Olaria Romana, que funcionou entre os séculos II e IV.

 

 Moinho de Maré de Corroios

Classificado como Imóvel de Interesse Público, o Moinho de Maré de Corroios, ex-líbris da vila, foi construído em 1403 por ordem de D. Nuno Álvares Pereira, destinado a aproveitar, conforme a sua designação indica, a força das marés para fazer mover uma maquinaria de rodízios e mós para triturar cereais. Foi ampliado no início do século XVIII após ter sofrido grandes danos no terramoto de 1755.
O Moinho de Corroios foi adquirido pela Câmara Municipal do Seixal em 1986, tendo recebido obras de salvaguarda e adaptação a núcleo museológico.

Hoje mantém-se em funcionamento na área do Estuário do Tejo, sendo um dos raros exemplares em todo o mundo nesta situação.

 

Casa do Povo de Corroios

A Casa do Povo de Corroios foi fundada em 6 de Maio de 1934 com o nome de Casa do Povo de Amora, uma vez que a localidade de Corroios se encontrava na altura integrada na freguesia de Amora, tendo sido a primeira Casa do Povo do distrito de Setúbal.

A Casa do Povo de Amora nasce a partir da Associação de Beneficiência Fúnebre de Corroios, uma vez que a direcção desta associação decidiu aderir ao decreto-lei que criou as Casas do Povo em Portugal. Josué Bernardo d’Oliveira e António Pereira Coelho foram os dois sócios que decidiram desta forma o futuro da colectividade.

 

Os Distintivos da Casa do Povo de Corroios

O primeiro distintivo data da formação da colectividade. Nele, observam-se os edifícios da antiga Fábrica de Vidros de Amora e a muralha marginal da zona ribeirinha do rio Judeu, onde se vê um pequeno barco à vela característico desta região. Na parte inferior aparecem alguns pinheiros mansos, árvore frequente nesta zona ribeirinha. O conjunto fica completo com uma foice e um conjunto de espigas, representando a actividade agrícola desta freguesia. Há ainda lugar para o escudo da bandeira nacional no canto superior direito. Este distintivo é o que ainda se mantém nos dias de hoje. Data de 1962 e nele aparece inscrito o nome Casa do Povo de Amora (hoje de Corroios). Destaca-se o brasão da Vila do Seixal (hoje cidade), duas foices (elemento que já existia no primeiro distintivo), uma roda dentada, que representa a industrialização, e um ramo de pinheiro com uma pinha.

 

O Papel da Casa do Povo de Corroios

Mais do que uma simples colectividade, a Casa do Povo de Corroios tinha como função prestar uma série de serviços à população em diversas áreas. Na área da Assistência Médica, o Dr. Amândio Fiadeiro, esteve ao serviço desta instituição durante mais de duas décadas. O seu consultório, instalado nesta Casa, estava devidamente equipado e os seus serviços em muito contribuíram para a população desta freguesia. Mensalmente, os sócios beneficiavam de subsídios referentes a casamento, nascimento de filhos, medicamentos, invalidez ou morte.

Na área da educação, a Casa do Povo promovia cursos nocturnos da responsabilidade da Professora Aurora Dias Azevedo. Também nesta área, eram projectados gratuitamente filmes didácticos e recreativos cedidos por algumas embaixadas. Havia ainda lugar para a apresentação de peças de teatro por grupos de Almada.

Numa outra área, as sucessivas direcções da Casa do Povo, mostraram-se sempre disponíveis para colaborar na instrução religiosa da população. As instalações desta colectividade eram muitas vezes cedidas para dar catequese ou para que se realizassem festas tendo em vista a angariação de fundos para a reconstrução da Igreja Paroquial de Corroios.

Na área da Assistência Social, a Casa do Povo recebeu subsídios e ajudas para que a Cantina Escolar de Corroios ajudasse as crianças de famílias pobres. Nas antigas instalações, era frequente a realização de festas de casamento e outras animações com grupos musicais para a obtenção de lucros para diversas causas.

Após o 25 de Abril de 1974, as novas direcções vieram dar um novo fôlego e uma nova dinâmica à colectividade, destacando-se inicialmente José Maria de Almeida e posteriormente Francisco dos Anjos Rodrigues, que ainda hoje se encontra à frente da Casa do Povo. Actividades como a alfabetização, o teatro ou o xadrez ganharam uma grande importância.

Em 1992, a Casa do Povo de Corroios aumentou significativamente a área das suas instalações com a construção de um miniginásio. Esta obra, que teve o apoio da Câmara Municipal do Seixal e da Junta de Freguesia de Corroios, proporcionou um crescimento superior a 100% a um vasto leque de modalidades.

Hoje em dia, a Casa do Povo de Corroios é uma referência e um caso de sucesso entre as colectividades do Concelho do Seixal e do distrito de Setúbal. O objectivo da direcção é crescer para chegar a um número cada vez maior de praticantes, de músicos... de pessoas!